Recentemente, Linus Torvalds esclareceu sua posição sobre o uso de inteligência artificial no desenvolvimento do kernel Linux. Em uma mensagem na lista de discussão do projeto, o criador do Linux afirmou que não vê motivos para rejeitar LLMs, desde que sejam usados de forma criteriosa e tragam benefícios reais ao processo de desenvolvimento. Para Torvalds, a IA deve ser tratada como qualquer outra ferramenta, ou seja, útil quando aplicada com bom senso, mas sem ignorar suas limitações ou transformar seu uso em uma questão ideológica.
Mas se tratando de IA, nem todos pensam da mesma forma, um protesto contra a construção de um data center que, segundo a imprensa holandesa, será ocupado pela Microsoft terminou em vandalismo na cidade de Amsterdã. Integrantes do grupo ambiental Extinction Rebellion assumiram a autoria do lançamento de balões contendo uma mistura química contra a estrutura de concreto da obra, alegando que a expansão da infraestrutura para IA agrava a crise climática. A construtora afirmou que o incidente não causou danos à construção e informou que pretende tomar medidas legais contra os responsáveis.
Ainda nas atualizações Linux, depois de acusar um ex-colaborador de tentar sabotar a distribuição, o OpenMandriva viu o próprio desenvolvedor apresentar outra versão da história. Davide Beatrici admitiu ter removido repositórios e publicado um pacote que descontinuava temporariamente os ambientes GNOME e COSMIC na versão de desenvolvimento Cooker, mas afirmou que a ação foi um protesto contra mudanças na infraestrutura do projeto feitas sem seu conhecimento. Segundo ele, todas as alterações eram facilmente reversíveis e tinham como objetivo chamar a atenção da equipe de manutenção para o impasse.