terça-feira, 9 de junho de 2026

Mais problemas criados pela Skynet, ou melhor por IA

Diante da explosão no uso de inteligência artificial, a Linux Foundation quer resolver um problema que começa a preocupar empresas de todos os portes: entender quanto a IA realmente custa. Para isso, anunciou a criação da Tokenomics Foundation, iniciativa voltada ao desenvolvimento de padrões abertos para medir e comparar gastos com tokens entre diferentes provedores. Com apoio de gigantes como Google, Microsoft, IBM e Oracle, o projeto pretende criar métricas neutras para um mercado em rápida expansão. A proposta segue a tradição da Linux Foundation de usar uma governança aberta para evitar a fragmentação e aumentar a transparência em tecnologias emergentes.

Enquanto isso, o Flathub passará a restringir novos aplicativos criados majoritariamente por ferramentas de IA. A plataforma não proibiu completamente o uso de código assistido por inteligência artificial, mas exigirá que projetos demonstrem manutenção ativa, engajamento da comunidade e desenvolvimento contínuo para serem aceitos. A medida busca conter a onda de aplicações geradas automaticamente, muitas vezes pouco originais e sem suporte de longo prazo, que vêm sobrecarregando os processos de revisão.

Windows mais "Unix like"

Agora o Power Shell ficou muito mais fácil para usuários acostumados ao Linux se sentirem em casa no Windows. A Microsoft lançou o Coreutils para Windows, pacote baseado no projeto uutils que leva mais de 75 comandos clássicos do Unix, incluindo grep, ls, cat e head, diretamente ao CMD e ao PowerShell. Desenvolvida em Rust e totalmente baseado no uutils, a iniciativa busca padronizar fluxos de trabalho entre Windows, Linux, contêineres e WSL, reduzindo incompatibilidades em scripts e ferramentas de automação.

para instalar, execute o comando no Power Shell

 winget install Microsoft.Coreutils

caso seja necessário executar como administrador 

 sudo winget install Microsoft.Coreutils run

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Fedora abandona Deepin e abraça o MS Azure

Enquanto muita gente ainda associava o Deepin ao visual refinado e à experiência amigável no Linux, o Fedora decidiu encerrar oficialmente o suporte ao ambiente gráfico após uma sequência de problemas que tornavam sua permanência insustentável. A remoção, aprovada pela FESCo, envolve desde pacotes quebrados até preocupações sérias de segurança ligadas a componentes sensíveis como D-Bus e Polkit.

Enquanto isso, a Microsoft está aproximando ainda mais sua infraestrutura Linux do ecossistema Fedora. O futuro Azure Linux 4 abandonará boa parte das customizações isoladas para adotar fontes, ferramentas e empacotamento diretamente derivados do Fedora, mantendo o sistema muito mais próximo do upstream. A estratégia reduz a complexidade de manutenção e evita forks muito divergentes. Embora continue focado na nuvem, containers e workloads internos da Azure, o projeto mostra como o Fedora vem ganhando espaço como base tecnológica relevante até mesmo dentro de uma das maiores empresas de software do planeta.

sábado, 16 de maio de 2026

Finalmente HDMI 2.0 no Linux

Antes tarde do que nunca, enquanto o DisplayPort segue sendo a escolha preferida da comunidade gamer no Linux, usuários de placas da AMD podem finalmente ver um avanço importante no suporte ao HDMI 2.1. Um novo conjunto de patches enviado ao kernel Linux adiciona suporte ao HDMI FRL no driver amd gpu, etapa essencial para recursos como altas taxas de atualização em resoluções elevadas. O desenvolvimento esbarra há anos nas exigências de licenciamento do HDMI Forum, que dificultaram implementações abertas da tecnologia. Ainda faltam recursos como DSC, em fase de testes, mas desenvolvedores indicam que uma implementação completa pode chegar ao longo de 2026.



terça-feira, 5 de maio de 2026

código fonte do MS-DOS liberado

A Microsoft liberou o código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00 sob licença MIT. Considerado o embrião do MS-DOS, o 86-DOS ganhou uma nova vida como objeto de estudo e arqueologia digital, inclusive com trechos recuperados de impressões físicas. A iniciativa é mais um passo da empresa em abrir versões históricas de seus sistemas, ampliando o acesso às bases que moldaram a computação pessoal.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Novidades para o Ubuntu Linux

Nesta semana tivemos um lançamento pragmático, com foco corporativo em infraestrutura e IA. O Ubuntu 26.04 LTSResolute Raccoon” aposta em otimizações profundas de hardware e segurança. A nova LTS integrou suporte nativo a stacks como NVIDIA CUDA e AMD ROCm, além de avançar em memória segura com componentes em Rust e criptografia de disco atrelada ao TPM. No desktop, consolida a transição para Wayland, com as interfaces gráficas atualizadas, sendo o GNOME 50 a escolha para a versão principal.

Na esteira da nova LTS, a Canonical já delineia o ciclo do Ubuntu 26.10Stonking Stingray”, com lançamento previsto para 15 de outubro de 2026. O cronograma segue o rito conhecido: congelamento de recursos em agosto, beta em setembro e foco em estabilidade nas semanas seguintes. Como versão intermediária, terá suporte de nove meses, mas costuma ser onde mudanças mais ousadas aparecem, sem o peso de uma LTS. Entre as expectativas estão o GNOME 51 e um kernel mais recente.



domingo, 19 de abril de 2026

Linux feito com IA, início do fim?

Com a chegada do Linux 7.0, o projeto do kernel formalizou sua posição sobre o uso de IA no desenvolvimento: é permitido, mas sob regras rigorosas. O novo guia “AI Coding Assistants” exige que toda contribuição mantenha responsabilidade humana via DCO, proíbe submissões puramente automatizadas e introduz a tag “Assisted-by” para transparência. A decisão não é unânime; nomes como Linus Torvalds e Greg Kroah-Hartman preferem abordagens distintas, mas convergem no essencial: a IA pode ajudar, mas nunca substituir. Em contraste com projetos mais restritivos, o kernel aposta na responsabilização, uma escolha pragmática cujo sucesso dependerá menos das regras e mais da disciplina dos desenvolvedores.

Fedora adiado e Mint só no ano novo!

Previsto para 14 de abril, o lançamento do Fedora 44 foi adiado após a identificação de falhas críticas ainda não resolvidas. Entre os bloqueios estão problemas com drivers Mesa em GPUs NVIDIA e erros no processo inicial do KDE Plasma, além de possíveis telas pretas em sistemas com criptografia. A decisão, liderada pela equipe de QA da Red Hat, prioriza a estabilidade em detrimento do cronograma. Agora, a distribuição mira o dia 21 de abril como nova data, mantendo a expectativa por atualizações relevantes no ecossistema desktop Linux.

Enquanto isso, de olho em ciclos mais longos, o Linux Mint já iniciou o desenvolvimento de sua próxima grande versão, com lançamento previsto para o Natal de 2026. Baseado no Ubuntu 26.04 LTS e no kernel Linux 7.0, o projeto aposta em um ciclo mais longo para refinar a base, ferramentas e desktop. Liderado por Clement Lefebvre, o plano inclui um novo instalador herdado do LMDE e avanços no suporte ao Wayland. A mudança no ciclo visa mais consistência e menos pressa, ainda que o modelo final de releases siga em aberto.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Linux passa a marca de 5% na Steam

 Linux é gamer

Impulsionado por avanços no ecossistema de jogos, o Linux atingiu um marco histórico ao ultrapassar 5% de participação no Steam, chegando a 5,33% em março de 2026. O salto de mais de 3 pontos percentuais em um único mês, surpreende e levanta dúvidas sobre suas causas, já que distribuições populares somam apenas uma fração desse total.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Motorola aposta na privacidade

 Também tem para o GrapheneOS

Buscando ampliar a segurança em smartphones, a Motorola anunciou uma parceria com a GrapheneOS Foundation para desenvolver dispositivos compatíveis com o GrapheneOS. O sistema, baseado no Android de código aberto, é conhecido pelo foco em privacidade e por não incluir serviços do Google por padrão. A colaboração prevê pesquisas conjuntas e o desenvolvimento de novos recursos de segurança, embora ainda não haja detalhes sobre modelos específicos ou datas de lançamento.

Mas não vamos esquecer que em 2012 o Google adquiriu a Motorola e manteve as patentes da empresa, mesmo após a venda para a Lenovo em 2014.