Com a chegada do Linux 7.0, o projeto do kernel formalizou sua posição sobre o uso de IA no desenvolvimento: é permitido, mas sob regras rigorosas. O novo guia “AI Coding Assistants” exige que toda contribuição mantenha responsabilidade humana via DCO, proíbe submissões puramente automatizadas e introduz a tag “Assisted-by” para transparência. A decisão não é unânime; nomes como Linus Torvalds e Greg Kroah-Hartman preferem abordagens distintas, mas convergem no essencial: a IA pode ajudar, mas nunca substituir. Em contraste com projetos mais restritivos, o kernel aposta na responsabilização, uma escolha pragmática cujo sucesso dependerá menos das regras e mais da disciplina dos desenvolvedores.
domingo, 19 de abril de 2026
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Surgimento da Skynet REAL
Percebendo a bagunça que a proliferação de agentes de IA pode virar, gigantes como OpenAI, Anthropic, Google, Microsoft e AWS se uniram na recém-criada Agentic AI Foundation (AAIF), hospedada na Linux Foundation. A ideia é estabelecer padrões abertos para que essas entidades autônomas se comuniquem e sejam interoperáveis. O pontapé já veio com doações de código: a Anthropic cedeu seu protocolo MCP, a OpenAI contribuiu com diretrizes de programação (Agents.md) e a Block doou seu framework Goose. O movimento visa evitar "cercadinhos" proprietários e criar uma infraestrutura comum, transparente e colaborativa para a próxima geração de assistentes de IA.
A fronteira entre software e hardware ficou mais tênue com o "Project Speedrun". Em apenas uma semana, a IA da startup Quilter projetou e validou um computador funcional com 843 componentes e duas placas de circuito impresso, um feito que normalmente demanda pelo menos três meses de trabalho humano especializado. Este sistema inicializou o Debian na primeira tentativa e o projeto demandou apenas 38,5 horas de intervenção humana. O diferencial não está em imitar designs humanos, mas em otimizar o trabalho com base nas leis da física, propondo arranjos inéditos.
Acabou a memória
Falta de memória
Fornecedores de hardware já preveem aumentos relevantes nos preços de servidores e PCs devido à disparada nos custos de memória. Fabricantes como Dell, Lenovo, HP e HPE planejam reajustes em torno de 15% para servidores e 5% para computadores. O problema é atribuído à escassez de DRAM, NAND e SSDs, com a produção sendo priorizada para atender à demanda crescente de sistemas voltados à IA. Executivos classificam a situação como “sem precedentes”, e analistas alertam para novas altas ao longo de 2026.
A fabricante de memória Micron alertou que a escassez global de chips de RAM deve perdurar, mantendo os preços altos, especialmente para servidores. O motivo central é a mudança massiva da produção para a Memória de Alta Largura de Banda (HBM), essencial para aplicações de IA, que oferece margens de lucro muito mais atraentes. Isso reduziu a oferta de memória convencional justamente quando o boom da IA também amplia a demanda por servidores. Como resultado, os fabricantes de servidores já sinalizam aumentos de preços de até 15%, e a Micron projeta que a oferta do setor permanecerá "substancialmente abaixo" da demanda no futuro previsível, mesmo com novas fábricas entrando em operação em 2026/2027.
domingo, 21 de setembro de 2025
NOVO CHROME GEMINI
Parece que o Google Chrome não será mais o mesmo. Segundo anúncio da companhia, ele está se transformando em um "navegador de IA", integrando profundamente o Gemini para oferecer uma experiência "proativa e inteligente". A nova modalidade "AI Mode" permite que usuários deleguem tarefas, desde pesquisas acadêmicas até reservas de restaurantes, diretamente na barra de endereços, prometendo reduzir "30 minutos de tarefas em três cliques". No entanto, a abordagem levanta questões sobre fontes de informação, já que o Gemini priorizará respostas sintéticas em vez de direcionar para conteúdos orgânicos, e sobre monopolização, ao fundir o navegador dominante do mercado com seu próprio ecossistema de IA. A funcionalidade chega inicialmente aos EUA em desktop, sem previsão para Linux.
sábado, 26 de julho de 2025
FIM DA INTEL demissões, perda de espaço na IA e abandono do Linux
Diante da dominância da NVIDIA em IA, o CEO da Intel, Lip-Bu Tan, admite que a empresa chegou 'tarde demais' para liderar esse mercado. Em comunicado interno, o executivo reconheceu o declínio da Intel, que hoje não figura nem mesmo entre as dez maiores empresas de semicondutores. A estratégia agora é focar em nichos como IA de borda e agentes autônomos, enquanto cortes de funcionários readequam a operação. Apesar do cenário desafiador, a companhia busca reposicionamento sem ilusões sobre sua atual desvantagem competitiva.
Após demissões em massa na Intel, um dos drivers de código aberto da empresa para o Linux ficou sem mantenedor. Jithu Joseph, responsável pelo driver de atualização de firmware Slim Bootloader (SBL), anunciou sua saída após uma década na companhia, deixando o projeto sem engenheiros internos familiarizados para assumir a manutenção. O SBL, usado em plataformas x86 modernas, continua em desenvolvimento, mas a saída de especialistas preocupa a comunidade. Outros colaboradores-chave da Intel no kernel Linux também deixaram a empresa recentemente, impactando projetos upstream.